Inovar e desenvolver a indústria do futuro

Elevação da produtividade brasileira, qualificação da mão de obra, geração de políticas públicas, aproximação entre empresas e universidades e maior integração comercial com o mundo. Esses são alguns dos principais desafios para estimular a inovação, segundo especialistas que estiveram presentes no Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, realizado nos dias 10 e 11 de junho em São Paulo. 

No artigo da Revista da Indústria do mês de Junho/2019, que aborda o tema “O mapa para um país mais inovador”,  os especialistas argumentam quais são as rotas que as empresas precisam seguir para que a cultura da inovação transforme seus padrões de produtividade. 

De acordo com a Cofundadora e Diretora de Operações da PackID, Caroline Dallacorte, o desafio inicial das empresas é adotar, definitivamente, a cultura da inovação. “A inovação deixou de ser opcional e hoje é obrigatória para quem deseja ser competitivo no mercado” afirma Caroline. 

Como exemplo de inovação, Franco Machado, CEO da Mogai, relatou a sua experiência na criação de soluções inovadoras para problemas na indústria, a partir de novas tecnologias. “A partir da tecnologia desenvolvida pela Mogai para navegação de veículos autônomos, criamos uma câmera 3D (…) para medir volume de pilhas de minério, soja ou outros granulados.” Segundo ele, é a única tecnologia do mundo que não requer equipe especializada para ser operada e os dados capturados são utilizados para fazer topografia e serviços de medição de volumes pela internet.

A tecnologia em questão é composta pelo software PhoTopography® e pela câmera 3D HammerHead®, e a Mogai busca aplicá-la a novos mercados. Entre estes novos usos, estão a medição de madeira em florestas comerciais, produção e consumo de aço e até em operações submarinas.

Outro desafio a ser superado, mencionado no congresso, é a aproximação das empresas com as Universidades. Para Caio Megale, Secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação do Ministério da Economia é preciso melhorar a conexão entre a pesquisa realizada nas universidades e as necessidades e os interesses das empresas. 

O ideal seria a academia trabalhar muito perto das empresas. Precisamos evoluir a mentalidade que domina nossas universidades”, afirma Franco. A tecnologia que foi precursora para o desenvolvimento do HammerHead®,  é um exemplo de como o conhecimento gerado na universidade pode contribuir para desenvolver inovações no mundo empresarial.

Temos um enorme caminho a percorrer quando se fala em criar uma cultura de inovação, o que reflete a colocação do Brasil em 64º lugar no ranking mundial de inovação, índice calculado pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual. Houve uma ligeira melhoria, se comparado ao ano de 2017, quando o país estava na 69ª posição.

A transformação tecnológica “anda a passos largos”, e a  inovação virou o
ingrediente principal quando o assunto é alcançar vantagem competitiva no mercado. De acordo com os especialistas que estiveram no congresso, o Brasil passa por grandes desafios, e para vencê-los será preciso aumentar os investimentos e recuperar o tempo perdido. Promover mudanças nas políticas públicas como, por exemplo, parcerias com Universidades, são fundamentais para fomentar as iniciativas de empresas que buscam por inovação. 

Leia mais sobre o artigo:  Revista da CNI – Junho/2019 – Ano 4 n 34


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